Logan: não há mais armas no vale.

Vamos tirar do caminho: Logan é o melhor filme de herói que eu já vi. Talvez, possivelmente, O Cavaleiro das Trevas se equipare. Nenhum outro tem a combinação de enredo, atuação e execução para criar uma obra tão bem amarrada quanto esse filme. Ele vai além de ser um bom filme de gênero e chega a…

Fragmentado: A reconstrução de Shyamalan

Dizer que M. Night Shyamalan passava por uma fase ruim é o mesmo que dizer que Jack Reacher 2 é um pouco decepcionante. Shyamalan só dirige filmes horríveis desde Sinais. Ou, se você for muito generoso, desde A Vila. Para ser muito franco, eu fui assistir Fragmentado sem qualquer expectativa. Esperava que seria mais um filme…

Animais Noturnos: vinganças frias e quentes

Tudo na arte de Animais Noturnos me levava a acreditar que seria algo parecido com O Abutre. O cenário noturno, Jake Gyllenhaall, o estilo do pôster… tudo. Não é. É um filme curioso. São duas histórias em uma: a de uma mulher que vive num momento difícil da sua vida e a do livro que…

Assassin’s Creed: uma carta à Fox

Prezada Fox,  Gostaria que soubesse que tenho uma enorme apreço por você. Temos uma longa relação e, enquanto admito que ela sempre foi salpicada com altos e baixos, tenho consciência dos prazeres que me proporcionou no passado. Foram seus executivos que deram uma chance para o jovem George Lucas e seu maluco Star Wars. Vocês…

La La Land: uma declaração de amor ao cinema

Há poucos dias, La La Land consagrou-se o filme com o maior número de Globos de Ouro de todos os tempo. Foram sete categorias: todas nas quais concorreu. O diretor e escritor, Damien Chazelle, com apenas 32 anos, está sendo aclamando como um jovem gênio do cinema. Todos os críticos que assistiram o filme o…

Zootopia ou a essência Disney

Quando escrevi a crítica de Sing, frequentemente me peguei comparando o medíocre musical com Zootopia. A comparação é inevitável: ambos acontecem em mundos onde animais antropomórficos convivem em relativa harmonia num cenário urbano e moderno. Ambos focam numa visão positiva de urbanismo e retratam uma relação equilibrada entre cidades e natureza.  E só. Depois desses…

Sing: um bolo que desandou. 

Sabe quando você está fazendo um bolo e não dá certo? Todos os ingredientes estavam lá, parecia lindo na receita daquele livro de culinária de algum chef inglês mas o resultado que saiu do seu forno é decepcionante? É Sing. Eu amo musicais. Acho que eles representam um absurdo cinematográfico que é quase incomparável. Algo…

A Chegada: o melhor filme do ano.

A Chegada é um daqueles filmes que sofre pela incapacidade da máquina Hollywoodiana de promover algo que não se enquadra perfeitamente em seus moldes. O pôster final se prende entre A Guerra dos Mundos de Spielberg e algum filme de guerra genérico, com helicópteros e soldados. Passa a impressão, como os estúdios gostam de fazer, que é um filme…

Rogue One: Uma diversão Star Wars

A primeira coisa que tenho que contar para vocês é a importância que os filmes de Star Wars têm para mim. Uma Nova Esperança e O Império Contra-Ataca estão entre dois dos meus filmes favoritos e eu literalmente chorei quando o texto introdutório de O Despertar da Força rolou pelas estrelas na tela de cinema….

Bridget Jones e a qualidade decrescente

O primeiro filme da Bridget Jones foi um prazer de assistir. Divertido, animado, relativamente surpreendente. O segundo filme foi… sobre algo. Honestamente não lembro. Foi ruim assim. O terceiro filme é mais parecido com o terceiro que com o primeiro, infelizmente. Tem toda a cara daquele filme que esqueceremos em algumas semanas e que só…

Snowden: o retorno de Stone

Quando falamos do Oliver Stone, podemos falar de duas coisas: brilhante e instável. É impressionante que o mesmo gênio de Platoon e JFK conseguiu produzir filmes medíocres como Alexandre e Savages. Isso e a participação ativa do próprio Edward Snowden na produção me deixaram com a proverbial pulga atrás da orelha: seria apenas mais um filme oportunista, um…

Animais Fantásticos e Onde Habitam… Com Johnny Depp

O título da crítica é um pouco mais apocalíptico do que o filme ou o próprio texto. Então, se você é um dos muitos que enfrentou filas enormes para começar a ler os livros do bruxinho com os sinos da meia-noite, pode respirar aliviado: o filme é bom. Não é perfeito, mas é divertido, dinâmico…